Decreto de Exoneração - Dom Vito Alberti Lavezzo

B E N E D I C T V S, E P I S C O P V S
SERVVS SERVORVM DEI

A todos que leem este DECRETO, obediência e paz por parte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

"Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito" (Cf. 1Cor 12, 12-13). Em via da guarda do redil de Cristo a nós confiado, é preciso estar atentos ao desejo que brota no coração de cada irmão, clérigo e principalmente dos pastores da Santa Igreja, para que não se desvirtuem do que recomenda as sagradas escrituras ao orientar que nós, epíscopos, cabe o dever de "fazer todo o esforço para conservar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz". Todavia, tornou-se de conhecimento desta Sé os acontecimentos, declarações e comportamentos vindos da parte do, até aqui, irmão na púrpura, Dom Vito Alberti Lavezzo, cardeal-bispo, emérito, da sé pro illa vice de San Giuda Taddeo delle Suore Carmelitane, e dada a recorrência dos comportamentos escandalosos, analisou-se, no último consistório do dia 26 de dezembro de 2020 a situação do supracitado cardeal. 

O dito até então príncipe da Santa Igreja tem sido, com recorrência, levado ao juízo desta Sé, bem como a nossa observância de suas condutas em nosso meio. O labor cardinalício executado por este senhor provou-se tépido à medida do tempo cronológico decorrido de suas criações. Infelizmente, nosso irmão guiou-se pela perfídia e desamor, não recorrendo às palavras do Evangelho, que dizem: "Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta." (S. Mateus 5, 23-24). Dessa forma, agindo em desconformidade com esta Sé, provou e incitou a divisão para com aqueles que outrora estavam desatinados e retornaram ao seio maternal da Igreja. 

Destarte, falhou este nosso irmão em guardar em seu âmago a palavra do Senhor que orienta à submissão, amor e guarda de si ante as provações. Ao faltar com a comunhão com o Romano Pontífice e ao Sacro colégio dos cardeais, manifestou seu desejo pela divisão e pelo prevalecimento dos interesses políticos e pessoais. Agindo em conformidade com aqueles que duramente ofenderam, atacaram e caluniaram a integridade desta Sé e do Colégio Apostólico, esse nosso irmão se mostrou distante da comunidade dos cristãos, da vivência da fé e da conduta orientada pela Santa Igreja. Não uma vez ou outra esse nosso irmão foi alertado de sua conduta, reclamado de seus comportamentos e orientado diante de suas colocações maldosas e nocivas, corrigindo-o em particular, em um pequeno grupo e, neste último consistório, na assembleia dos irmãos-cardeais, seguindo os ensinamentos do Santo Evangelho. (cf. S. Mt, 18, 15). Dessarte, exortamos aos irmãos no episcopado e a todo o povo de Deus que a comunhão com Pedro, com a Igreja e com seus bispos é de suma importância. Todo aquele que ataca a comunhão da Igreja está desferindo ataques contra o próprio Cristo em Seu Corpo místico - a Igreja. "Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir." (Cf. S. Mc, 3, 24-25). 

Sendo assim, agindo em conformidade a decisão dos irmãos cardeais, que foi unânime quanto à exoneração de Dom Vito Arberti Lavezzo, nós e o Espírito Santo, DECRETAMOS a sua exoneração do Sacro Colégio Cardinalício, prosseguindo como emérito e residente nas instalações da Ordem Terceira do Carmo. Por fim, impomos e exortamos a todo o povo de Deus o silêncio quanto ao caso, e rogamos a Bem-aventura Virgem Mãe, a Senhora do Carmo, para que seus filhos prossigam em comunhão com a Sé de Pedro e, sobretudo, não defendam seus interesses e opiniões, mas as inspirações que o Espírito Santo concede à Santa Igreja.

Dado e passado em Roma, junto a São Pedro, na festa da Sagrada Família, sob voto do Sacro Colégio Cardinalício, no dia 27 de dezembro do ano jubilar de 2020. Primeiro de nosso pontificado. 

Benedictus, Pp. V
Pontifex Maximus

+ Daniel Paulo Card. Stramantino
Deão do Sacro Colégio Cardinalício

+ Pedro Melchior Card. Mancini
Vice-decano do Sacro Colégio Cardinalício

E eu o subscrevi,
+ Joseph Médici Card. Ravassi
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