Bula de Nomeação | Arcebispo Coadjutor de Queluz

 

GREGORIUS, EPISCOPUS,
SERVUS SERVORUM DEI

Ao venerável irmão, Dom Pablo Maxi,
nomeado Arcebispo Coadjutor de Queluz,
saudações e bençãos no Senhor, Jesus Cristo.

No momento em que um bispo é ordenado, confia-se-lhe, pela graça celeste, a missão de gerar, com espírito paternal (Cf. 1Cor 4,15), novos filhos para a Igreja, bem como a tarefa de, com prudência e sabedoria, conduzir e orientar o povo de Deus na peregrinação rumo à Pátria celeste.

Por isso, nós, que ocupamos a Cátedra do Bem-aventurado Apóstolo Pedro, atentos às necessidades das diversas Igrejas Particulares, dirigimos o nosso olhar à Sé Arquiepiscopal de Queluz, no Brasil, a qual, sob o patrocínio da Bem-Aventurada Virgem Maria sob o título de Senhora Aparecida, tem trilhado um caminho de crescimento e constância na fé.

Considerando, no entanto, as dificuldades de acesso e de exercício do ministério por parte do atual Metropolita de Queluz, julgamos oportuno acolher a petição do Venerável Irmão, Dom Daniel Maria Dolezzio, permitindo-lhe contar com a assistência de um Arcebispo Coadjutor, a fim de que possa receber auxílio mais próximo e eficaz no pastoreio daquela grei.

Assim sendo, após ouvir o parecer do Dicastério para os Bispos e no exercício da autoridade apostólica que nos é conferida, nomeamos e constituímos como Arcebispo Coadjutor de Queluz, com todos os direitos e deveres inerentes a esta dignidade, conforme estabelecido pelo Código de Direito Canônico. Ao mesmo tempo, dispensamo-lo de qualquer vínculo anterior com a Sé titular de Voncariana, bem como do ofício de Núncio Apostólico no Brasil.

Determinamos, outrossim, que estas Letras Apostólicas sejam oportunamente anunciadas em todo o território da Arquidiocese Primaz de Queluz, para que se tornem de conhecimento público e recebam o devido respeito por parte dos fiéis. Ordenamos ainda que sejam solenemente lidas durante a Celebração Eucarística de Apresentação na Catedral Metropolitana, em data a ser oportunamente definida.

Exortamos-te, dileto filho, a permaneceres fiel ao encargo que ora te é confiado e a exercê-lo com diligência, enquanto te preparas, com humildade e ardor, para encargos ainda maiores. 

Rogamos ao Senhor que derrame copiosas bênçãos sobre ti e sobre todos os que contigo colaboram, a fim de que, cumprindo fielmente as promessas que proferiste, possas guiar com zelo e discernimento o rebanho desta Igreja rumo ao Céu, sempre tendo presente a exortação do Apóstolo Paulo: “Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso labor não é vão” (Cf. 1Cor 15,58).

Findamos esta missiva confiando toda a amada grei de Queluz à materna intercessão da Santíssima Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora Aparecida, excelsa Padroeira do Brasil.

Dado em Roma, junto ao túmulo do Apóstolo Pedro, aos cinco de agosto do Ano Santo da Esperança de dois mil e vinte e cinco, primeiro do Nosso Pontificado, na memória da Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior.


+ Gregorius Pp. V


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